Uma história de catfishing que deu certo… por sorte

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(Imagem: TheSun)

Vou contar para vocês uma história real que aconteceu na Inglaterra e que eu li faz duas semanas no site The Atlantic, junto com os meus comentários.

Senta que lá vem história.

Emma é uma moça francesa que mora em Londres e tinha terminado um relacionamento sério faz um tempo. Cansada de ficar sozinha e sem ter um círculo social grande (afinal, já estava fora da escola/faculdade), ela decidiu baixar o aplicativo de relacionamento Zoosk. Como a gente sabe, existem vários aplicativos de relacionamento, e geralmente eles possuem uma “fama” que pode ser de ser para relacionamentos sérios ou de pegação. Zoosk, com um anel em seu logo, indicava obviamente que era para compromissos sérios, justamente o que Emma queria. Maravilha.

Em pouco tempo, ela começou a conversar com um homem que mora a 160km dela. Seu nome é Ronnie, tem 34 anos e é decorador. Tudo estava indo ótimo, o cara era bem bonito – aliás, parecia um modelo – e eles conversavam todos os dias. A moça, que tinha se mudado para Londres fazia não muito tempo, estava longe de todos os seus familiares e conversava com sua irmã pela internet. As duas fofocavam sobre o cara todos os dias e sobre como ela estava ansiosa para encontrá-lo.

O problema é que Ronnie estava sempre ocupado. Sempre. Nunca podia encontrá-la. Ele às vezes mandava fotos novas, mas meses se passaram e nada de conversar nem por vídeo. Eles já estavam bem próximos, e a conversa era bem íntima – eles estavam em um relacionamento. Eles faziam planos, só que Ronnie nunca colocava uma data neles. Emma estava começando a ficar frustrada, pois todas as suas tentativas de encontrá-lo falhavam. Ele sempre estava ou no trabalho (aparentemente trabalhando 24 horas por dia) ou fora do país, longe, etc.

No meio tempo, Emma mudou de emprego, e falou sobre seu relacionamento à longa-distância. Aparentemente, isso deixou um colega curioso, que perguntou mais detalhes e enfim falou que Ronnie não queria vê-la, e que talvez o Ronnie nem fosse o Ronnie. Ele sugeriu que ela fizesse uma pesquisa reversa de imagem, para ver se o cara era real mesmo. Mas ela não queria escutar, ela tinha certeza que tudo ia ficar bem.

Seis meses já nessa enrolação, tudo o que Emma tinha era o número do Whatsapp de Ronnie e suas fotos. Foi depois disso que sua família pediu para que ela cortasse todo o contato com seu namorado virtual. Novamente, Emma estava relutante. No entanto, ela finalmente decidiu usar a pesquisa reversa de imagem na sua foto favorita de Ronnie, e decobriu que as fotos estavam linkadas a um perfil de um modelo turco, Adem Guzel.

Confusa, Emma decidiu perguntar sobre Adem para Ronnie. Ele prontamente disse que era ele, e que era um nome que ele usava no passado. Emma começou a fazer pressão para vê-lo na câmera, e ele dizia que chat em vídeo “era coisa para crianças”. E a enrolação continuava…

Mais um tempo passou-se. Eles já estavam nesse relacionamento virtual por quase um ano quando Ronnie teve um problema em seu computador. Ao mandar sua primeira mensagem para Emma em um outro computador seu nome era outro: Alan Stanley. Emma perguntou sobre o nome, e Ronnie falou que comprou um computador usado, e por isso o nome estranho. Isso obviamente criou mais dúvidas na cabeça de Emma, que começou sua investigação.

Um pouco tempo depois, Ronnie mandou uma foto de um aquário para Emma, que prontamente decidiu usar a pesquisa reversa. Mais um erro de “Ronnie”: Emma descobriu que a foto tinha sido postada na conta do TripAdvisor de… Alan S.

Emma começou a pesquisar sobre Alan Stanley usando o email que aparecia junto com o nome “novo” no perfil de Ronnie. Ao procurar o email de Alan no google, ela conseguiu descobrir diversas informações, incluindo fotos. E Alan definitivamente não era Ronnie: Alan era um senhor quase da idade do pai de Emma. Ao ser questionado mais uma vez, o homem ainda tentou negar a mentira, mas já era tarde demais. Ele era Alan, e depois disso tudo ele teve de admitir a si mesmo que não podia mais mentir: mandou uma foto real de si mesmo, um senhor de cinquenta e poucos anos que já estava ficando calvo.

Emma ficou devastada. Porém, ela já havia criado um vínculo com Ronnie Alan, e eles continuaram trocando mensagens por um tempo. Ela queria conhecê-lo e saber o motivo dessas mentiras. A moça também entrou em contato com o modelo verdadeiro, Adem, para avisar que suas fotos estavam sendo usadas por uma outra pessoa. Foi um simples e curto aviso, que no entanto criou um vínculo entre Emma e o verdadeiro Adem.

O modelo respondeu sua mensagem. Mas dessa vez Emma foi esperta: pouco tempo depois de conversar por texto com Adem, ela quis conversar por vídeo, e este, ao contrário de “Ronnie”, aceitou o convite. Era ele mesmo, o homem das fotos. Daí nasceu uma amizade, que depois de um tempo se tornaria um romance.

Quanto à Alan, Emma ainda queria saber o motivo de ele fazer tudo isso com ela e queria um pedido de desculpas pessoalmente. E então eles finalmente tiveram o encontro que a moça tentava ter faz mais de um ano com o homem. Alan parecia que ainda via esperança no relacionamento dos dois, mas Emma não pensava o mesmo. Após mais um tempo de conversa e alguns encontros amigáveis, suas mensagens começaram a diminuir até cessarem.

A história de Alan? Um homem recém-divorciado e com a auto-estima baixa. Isso é desculpa para usar a foto dos outros e enganar Emma? Não. Diz ele que não tinha coragem de se apresentar, por isso usou a foto de outro homem. Aliás, Emma não foi a primeira a ser enganada por Alan. Isto é, não foi apenas um problema de auto-estima, e sim um ato repetitivo de enganar mulheres online. Alan chegou a ter que mudar de cidade por causa de todas as críticas que recebeu.

Emma e Adem estão felizes e juntos até hoje, e um detalhe: ao contrário de “Ronnie”, Adem prontamente foi visitar Emma. Como ainda (espero que seja apenas um ainda) não estão casados, Adem só pode ficar na Inglaterra por 6 meses de cada vez. Mas a questão é: em todo o momento que ele pode, ele está lá com a sua namorada. ❤

E o que podemos aprender com essa história?

-Emma teve um final feliz. No entanto, nem sempre é assim. Ela foi é muito sortuda.

-Alan poderia ser mais perturbado do que um cara apenas fingindo ser outro. Ele poderia ser um pervertido. Ele poderia ter feito algo com ela quando eles se encontraram pessoalmente. Claro, ela tomou precauções, como encontrar Alan em público. No entanto, lembre-se que a curiosidade matou o gato. Se alguém fingiu ser outra pessoa para falar com você, talvez a melhor tática seja bloquear essa pessoa e não entrar nunca mais em contato com ela. Se ela te enganou uma vez, quem vai lhe garantir que ela não vai tentar enganar uma segunda vez?

-Não existem motivos para alguém não usar a câmera do celular ou do computador para te ver. Se a pessoa gosta de você, ela vai querer te ver ao vivo. Se a pessoa não quiser te ver, das duas uma: ou a pessoa não gosta de você tanto assim quanto você pensa e está apenas te usando como um passatempo, ou a pessoa não é quem ela diz ser. Ou as duas explicações juntas. Veja a pessoa na câmera o mais cedo possível.

Investigue. Sério mesmo. Mesmo se a pessoa for fisicamente quem ela diz ser, ela pode não fazer o que diz fazer, e pode ser alguém completamente diferente de quem você pensa que ela é. A gente investiga sem ser online também, a única diferença é que vem naturalmente: conhecendo os amigos da pessoa e os lugares que ela frequenta, a gente descobre quem ela é. Em relacionamentos à distância, o google (e a pesquisa reversa de imagens) ajuda. Estou dizendo para fazer isso apenas no começo do relacionamento, por medida de precaução. Você não pode abrir a sua casa para uma pessoa completamente desconhecida, ou viajar para ver uma pessoa que você não tem a mínima ideia se é real ou não. Bom, poder você pode, mas não recomendo.

-Se uma pessoa que mora longe de você tem interesse em você, planos são parte do relacionamento. Se não existe um plano para vocês se verem desde bem cedo no relacionamento, este deve ser questionado. E, se planos para o futuro não aparecerem depois de um tempo, pergunte-se a si mesmo se existe futuro nisso ou não.

Se tiver uma história legal ou alguma dúvida, manda pra cá!

Beijos, e até a próxima 😉
Paula
Paula Explica

 

 

 

 

 

 

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Atrasado mas valendo: um conto de terror (real) para o Halloween

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Você acredita em boa noite cinderela? Não? Acha que é creepypasta ou lenda urbana? Então deixa eu te contar o que aconteceu comigo anos atrás.

Eu fui para uma boate com 4 ou 5 amigas com quem falava na época. Estava tudo ótimo, pedimos nossas caipivodkas e fomos para a sala principal da casa de festa.

E depois disso… não lembro muito bem do resto da noite. Sei que cantei Aladdin (nem sei nenhuma música do Aladdin, aparentemente meu inconsciente sabe e cantou por mim) e depois de sei lá quanto tempo voltei para a área do bar, onde vi todas as meninas sentadas em uma das mesas, duas delas completamente apagadas. Apesar de não lembrar de muita coisa, parece que apenas eu dancei (sozinha, pelo que parece), enquanto elas caíram. E eu nem sequer me dei conta disso por um tempo, ao que parece.

Creio que eu fui a única a me manter em pé pois além de estar dançando, eu também usava remédios para dormir na época (não usei naquela noite, obviamente), o que provavelmente me deu resistência à sei lá o que que fizeram com a bebida de todas nós.

Carreguei as meninas para o banheiro. Umas vomitaram, e todas lavaram o rosto, bem grogues. Eu cuidei delas, pois estava bem. Uma delas até chegou a cair no chão. Depois de nos recompormos razoavelmente, fomos procurar nossos bens, e percebi que não perdi minha identidade, mas meu celular tinha sumido, assim como o celular de outra amiga e dinheiro de algumas. Fomos roubadas. Obviamente nossos bens são tinham sido apenas perdidos. Alguém mal-intencionado nos drogou com o propósito de nos roubar – ou fazer algo pior.

Depois de todo o ocorrido, pedimos para a casa de festas nos passar as gravações de segurança, o que obviamente acabou não dando em nada. Nada. Ninguém descobriu o que aconteceu, nem como aconteceu. Ninguém achou nossos bens também. E ninguém conseguiu entender como drogaram 5 ou 6 garotas de uma vez só. Nenhuma de nós foi inocente de deixar a bebida dando sopa para alguém colocar um remédio; muito menos TODAS nós. As chances disso acontecer são bem poucas, não acha? Pois é. Mas isso foi um mistério que nunca foi nem nunca será desvendado. Todas ficamos bem no final, mas a história poderia muito bem ter tomado um rumo bem mais macabro.

A questão aqui é: boa noite cinderela existe sim. E ocorreu em uma boate de classe média. E essa lição que quero passar não é só para boate não. Cuidado quando encontrar aquele carinha do aplicativo num restaurante ou bar também. Aliás, acho que essa é a maneira mais fácil de drogar alguém: você pede o seu drink num restaurante com o seu date, fica apertada, e vai fazer o quê? Levar o copo de vidro pro banheiro? Não vai. Vai deixar lá na mesa. Então, sempre termine a sua bebida antes de largá-la nas mãos de estranhos. Não dê mole. Se já é difícil acreditar em amigos hoje em dia, imagina em desconhecidos. Todo o cuidado é pouco.

Aproveita e assiste o vídeo de dicas de segurança! E não se esqueça de se inscrever no canal 😉

Beijos, e até a próxima 😉
Paula
Paula Explica

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Síndrome de Takotsubo, casais velhinhos… e o meu cão

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Se lembra que um dia eu mencionei lá no canal sobre a Síndrome de Takotsubo? É uma síndrome que imita os sintomas de um ataque cardíaco e que pode acontecer quando estamos passando por problemas difíceis na vida, incluindo a perda de alguém querido ou um término de relacionamento.

Os sintomas são tão parecidos com os de um ataque cardíaco que é estimado que 5% das mulheres que são diagnosticadas com um ataque real estejam sofrendo na verdade de Cardiomiopatia Induzida por Estresse, outro nome da síndrome. É difícil de distinguir os dois até mesmo no eletrocardiograma. A diferença concreta que se encontra é que a artéria coronária de quem sofre um ataque está bloqueada, enquanto uma pessoa com Síndrome de Takotsubo está limpa.

Bom, melhor pra esses 5%, né?

Sim e não. Ok, mais pro sim do que pro não.

O problema é que, quando falamos a palavra “imita” aqui, dá-se a impressão de que está tudo bem, e que não é algo sério. Mas a verdade é que é sério sim, e a síndrome pode causar danos permanentes no coração, como perda irreparável no músculo. Não sou cardiologista, então não vou entrar em detalhes aqui sobre tudo isso.

-Isso não significa que você pode chantagear seu namorado quando vocês brigarem, dizendo que vai morrer sem ele, ok? Já fica de aviso.-

De qualquer forma…

E o que os velhinhos têm a ver com isso?

Bom aí é que está: quem nunca ouviu histórias sobre casais que estavam juntos por muitos anos, e, assim que um deles morre, o outro morre logo depois? Muitos dizem que esse parceiro que morre depois “morre de tristeza”. Ligou os pontos? Pois é. Aliás, as pessoas têm 21 vezes mais chances de ter um ataque cardíaco nas primeiras 24 horas após o falecimento do seu parceiro. Esse risco vai gradualmente diminuindo durante os próximos meses. Vejam como a perda de uma pessoa pode afetar a gente…

Tá, e o seu cão?

Eu decidi escrever esse artigo por causa uma notícia sobre uma mulher que sofreu a síndrome recentemente por causa do falecimento de seu cão. Curiosamente, o cãozinho dela também era um yorkie, como o meu.

Honey, o meu bebê, faleceu em julho desse ano. Eu nunca senti um baque tão forte na minha vida, e definitivamente senti um aperto (físico) no peito. Se não fosse pelo meu namorado estar aqui comigo no dia, teria ficado no fundo do poço. Demorei horas para levantar da cama mesmo com ele aqui. Não estou dizendo que sofri da tal síndrome, mas senti um enorme estresse na época. Ainda hoje meu peito aperta ao pensar no pequenino e em como eu nunca mais vou poder enchê-lo de beijos e deixá-lo todo cagado de batom vermelho como eu fazia quase todos os dias.

Enfim…

Sim, esse post foi meio xoxo, mas é só pra mostrar como sentimentos e como o estresse da perda de alguém (seja por um divórcio ou por um falecimento, ambos são perdas) podem afetar a gente, a ponto de trazer danos físicos (possivelmente) irrecuperáveis.

E o que fazer se você está se sentindo mal depois de um término/ divórcio?

O tratamento para a síndrome é repouso hospitalar e beta-bloqueadores. No entanto, espero que você não chegue a ter um problema tão sério assim. O melhor tratamento para alguém que está sofrendo com um término é o que eu falei no post passado: apoio de amigos próximos e família, além de terapia.

Ps: Pelo menos os últimos dias de Honey foram super felizes com a presença do pai dele aqui, e ele nunca teve nenhum problema sério antes de sua parada cardíaca. Vou te amar para sempre, Honeyzão. A gente sente a sua falta.

Vai lá ver o vídeo sobre o amor 🙂

Beijos e até a próxima!
Paula
Paula Explica

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Deletar ou não deletar? Eis a questão

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Por mais que as pessoas não queiram admitir, a maioria dos términos acaba de uma forma ruim. Em 99% deles alguém vai sofrer, e esse 1% restante são os términos mútuos, onde ambas as partes do relacionamento decidem cortar os laços. Hoje não vamos falar dos términos mútuos, mas sim da maioria – mais especificamente, da parte dessa maioria que levou o chute na bunda.

Depois da criação do Facebook (seguida por outras plataformas), términos definitivamente ficaram mais difíceis. Antigamente, ao terminar, você só tinha de se livrar de um número no seu celular (ou caderninho, pros mais antigos) e talvez devolver umas roupas. Agora, existem milhares redes sociais te mandando informação sobre seu ex o tempo inteiro, sem você nem ao menos procurar. Mas, sejamos honestos aqui: a maioria de nós já procurou, só pra dar de cara com algo que não queria encontrar.

Para algumas pessoas, o termo procurar pode ser ameno demais. Se você vai no perfil de todos os amigos e amigas dele (ou dela, tanto faz, não vou ficar alterando o tempo todo, dá preguiça; vale pros dois) para saber com quem o seu ex anda, você sabe que você tem um problema. Se você se pega vendo o whatsapp a cada minuto para ver se ele está online e mandando mensagem para alguém (que não é você), você sabe que você tem um problema. Calma, esses comportamentos não são tão raros quanto você pensa, mas isso não significa que eles são certos, e também não significa que estes te fazem bem.

Então, se você se encontra nessa situação, eis umas sugestões:

Se for apenas no FB, e você não quiser deletar o ex, dá unfollow (isto é, deixa de seguir). Você continua “amiga”, porém deixa de receber notificações do “amigo”. Resolveu seus problemas? Se sim, parabéns pelo seu auto-controle. Se não, prossiga…

Delete o ex. Sim, delete de tudo, deleta do whatsapp, deleta do FB e dos outros dez mil apps. Sério, corta o vínculo. Se você está gastando horas do seu dia espiando a criatura, deleta. Se precisar, bloqueie. Qualquer coisa que faça você cortar o vínculo e parar com o hábito tóxico de ficar procurando informação dele. Ninguém vai te julgar por isso, e, caso julgarem, seja quem for, lembre-se que eles que estão errados por não estarem respeitando os seus sentimentos.

Ele possui muitos amigos em comum com você e bloqueá-lo não seria uma solução suficiente porque a informação que chega é REALMENTE fora do seu controle? Que tal dar um tempo nas redes sociais? Dá uma pausa mesmo. Um término já dói o suficiente sem as informações do seu ex. Você tem o direito de só manter contato com pessoas próximas e que te entendam. É um momento difícil, e você precisa de um ambiente sadio.

Lembre-se: Seu ex pode ser uma pessoa legal, e o término pode ter acontecido por um motivo válido – aliás, se ele for escroto faça o favor de deletar logo, você não precisava nem estar aqui lendo isso. O fato é, ser “amiga” de um ex enquanto você ainda gosta dele só cria falsas esperanças e gera essa paranóia tóxica. Você precisa de espaço para esquecer, para “curar”. Se essa pessoa realmente valer a sua amizade, você sempre pode voltar depois que as emoções passarem. Talvez, quando você já estiver bem, veja que a amizade nem vale a pena. Honestamente, não tem como prever o futuro. O importante é o agora: foque em você e no seu bem estar.

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Manspreading?!

Sabe, faz um tempo que essa palavra está me cutucando, mas agora encheu o saco. Faz pouco tempo que os metrôs de NYC começaram com uma campanha contra o  “manspreading”, e eu tô ficando irritada com a vitimização. Considerando que o conceito está chegando aqui, vale a pena falar sobre isso.

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(Fonte: bretcontreras.com)

Primeiramente, você sabia que os ossos dos quadris dos homens são relativamente menores do que o das mulheres? Bom, faz sentido, né? Mulheres podem engravidar, e o bebê precisa sair de alguma forma. Pois bem, essa diferença – mostrada na imagem acima- acaba resultando em um menor espaço (ou menor ângulo Q) entre as pernas dos homens – e lembre-se que eles carregam uma coisa que nós não possuímos:

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(Fonte: globo.com)

Ok, tendo isso por dito, as senhoras que possuem coxas grossas vão entender aqui: sabe quando você roça e roça e roça suas coxas ao andar, e elas ficam aquela maravilha, quase carne viva? Para piorar, vamos imaginar essa situação no verão, aquelas gotinhas caindo na parte interna das coxas… delícia né? Agora, imagina se você tivesse os bate-bates no meio das pernas? Imagina tudo aquilo suado e grudando entre as suas coxas. Já começou a se estremecer de horror? Obviamente, a situação é pior para homens que têm um pouquinho mais de peso, assim como a situação das coxas nas mulheres. Quando a gente senta, a coxa não deita um pouquinho no assento? O mesmo acontece com os homens. Agora, imagina a parte dos bate-bates.

Obviamente, não estou dando desculpas para ninguém fazer isso:
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Aliás, bela performance desse cara aqui em cima, deve ser bailarino.

Mas sério agora: existe um motivo para os homens sentarem com as pernas um pouco mais abertas. Claro, isso não significa que eles têm direito de tirar o seu lugar ou de te espremer. O seu canto é o seu canto, você tem direito de pedir seu espaço. Mas sabe de uma coisa? Às vezes a gente não percebe que está ocupando o espaço do outro. Acho que uma falta de comunicação está se espalhando, e que um simples olhar ou pedido para sentar resolveria. A gente realmente têm que culpabilizar os homens e sua “vontade de dominar tudo”? Claro que vão existir babacas que vão fazer cara feia ou vão fingir que você não existe. Sempre existirão. E, outra coisa: sempre existirão mulheres que põem sacolas nos assentos também – E QUE NÃO TIRAM QUANDO ALGUÉM QUER SENTAR.
Não tô vendo muita gente reclamando disso…

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(Fonte: the Sun)

É legal que tem gente que só vê um lado né? Um peso, duas medidas.

Bom, então se os homens têm vontade de dominar o território, nós mulheres também temos nossos problemas com isso. Deve ser nosso instinto… humano. Ah, outra coisa… Já que estou falando disso, vale lembrar que certas mulheres também são adoráveis não somente sentadas ocupando dois assentos, mas também andando por aí com sacolas e bolsas, batendo nos outros. Só semana passada levei uma sacolada que achei que fosse ficar com roxo no braço, e a mulher nem pra olhar pra minha cara e pedir desculpas – e sim, pelas leis da física, ela obviamente sabia que esbarrou em mim.

Vamos parar com a guerra dos sexos e nos comunicar um pouquinho mais? O homem que está com a perna aberta pode estar desligado da vida e pode não ter notado que alguém queria se sentar. Ao invés de ir direto pro Facebook (o Reclame Aqui social, aparentemente), primeiro tente se comunicar com o indivíduo. Isso não somente lhe ajudará naquele momento, mas também conscientiza a pessoa com quem você está falando. Nas próximas vezes que ele/ela se sentar em algum lugar, talvez abra menos as pernas, ou as feche quando alguém chegar perto – ou, talvez, quem sabe, tire a sacola do assento.

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Ps: Pelo menos até agora só levei sacolada de mulher. Graças.

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Paixão e Amor

Já foi ver o vídeo?

😉

Beijos e até a próxima!

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Casando sozinha?

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E eu pensando que não poderia ficar pior que os bolos de divórcio… Que, aliás, vou discutir no canal, mas vamos pras fofocas atuais hoje.

Faz pouco tempo que a italiana Laura Mesi casou… consigo mesma.

É.

Isso viralizou na internet, uns adorando, outros ridicularizando. Eu? Vou problematizar, claro.

A moça prometeu a si mesma que se não se casasse até os 40 anos, ela se casaria consigo mesma. Vi fotos da noiva emocionada pela celebração (que custou cerca de R$40 mil, por falar nisso), chorando e cortando o bolo gigantesco, curiosamente decorado com flores pretas. O casamento foi todo branco, com flores pretas. Hm…

Primeiramente, gostaria de mostrar como o casamento muitas vezes é visto mais como a cerimônia em si do que a união de duas pessoas que se amam. Quantas meninas sonham em se casar, sem nem ao menos ter um namorado? Para muitos, é tipo aquela festinha de 15 anos, só que para adultos – geralmente para a noiva, mais especificamente.

A gente pode ver isso claramente nesse bolo aqui, de um outro casamento:

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(Este pobre rapaz mal sabe o que lhe espera…)

Além da “vulgarização” do casamento, existe ainda essa nova mania de gritar que é solteira, a ponto de se casar sozinha.

Olha, eu sou casada comigo, sempre fui. Ok, talvez nem sempre, mas hoje sou. Não preciso gastar uma fortuna numa festa para dizer que estou feliz comigo mesma. Faço isso todos os dias, estando confortável no meu corpo, ou tomando um café e lendo um livro. Bodas? Meu aniversário. Também não preciso ficar mostrando o quão sou feliz e o quão aproveito a vida nas mídias sociais, fica a dica para você leitor pensar sobre esse assunto.

Não sou contra quem quer viver a vida de solteiro(a), apesar de eu estar em outro momento e ajudar pessoas que estão em um outro momento também. Quer poliamori ou vida de solteiro? Simples, procure aguém que dê dicas sobre isso – não tem nada de errado em nenhuma das opções, desde que ninguém esteja sendo enganado. A questão é que casamento é a celebração da união de duas pessoas, e jogar o conceito principal pro ar é desvalorizar essa cerimônia. Tem gente que quer casar, tem gente que não quer. Estamos em 2017 e ninguém precisa casar. A senhora (não mais senhorita) Mesi não está em 1930 lutando contra as normas sociais. Isso não é um ato simbólico de liberdade, especialmente na Europa. Isso é um ato de narcisismo e de desilusão. Para quê tanta atenção e investimento financeiro nessa palhaçada? Se a senhora (Mesi-Mesi?) gostasse mesmo de si mesma, ela não gastaria todo esse dinheiro em uma festa para mostrar o quanto ela está feliz sozinha. Ela gastaria viajando solo ou tomando seu café e comendo um croissant nas ruas de Paris. Eu mencionei que ela terminou um relacionamento logo antes dos 40? Pois é.

“Ah, mas e o patriarcado…” – Patriarcado my butt (porque minha bunda ficaria feio). Ninguém mais precisa se casar, ninguém mais precisa morar junto. Ninguém mais (por aqui) precisa ter alianças. Parem de lutar por questões já resolvidas no Brasil e no mundo ocidental em geral, e vão lutar e se expressar contra questões reais. Tem gente que quer se casar pelo amor, para celebrar a união, e não há nada de errado nisso. Não há nada de errado em possuir uma aliança, assim como não há nada de errado em NÃO casar e em NÃO possuir aliança.

Mas, por outro lado, parabéns pela senhora Messi² por duas coisas: pelo ato que gerou publicidade suficiente para parar nas páginas do DailyMail (porque nem todo mundo consegue isso né? virou celebridade) e por gerar emprego para confeiteiros, DJs, decoradores e cerimonialistas. Quase tudo na vida tem um lado bom.

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